Cidalemos's Blog

Introdução ao Folclore do Vale do Paraíba

Posted on: 2010/05/15

INTRODUÇÃO

A variedade e os aspectos peculiares das tradições e do folclore da região de Taubaté resultaram dos contatos entre as culturas indígenas, branca e negra, das influências do meio e da criatividade do taubateano.

    Apesar da modernização dos costumes e da evolução sócio-econômico e cultural de Taubaté, permanecem ainda tradições e manifestações folclóricas que formam precioso acervo de cultura espontânea que se traduz em variadas expansões da alma popular: nas alegres festas religiosas; na preciosa ingenuidade da cerâmica popular e num “sem fim” de outros costumes pitorescos, testemunhos de um passado ainda presente, embora às vezes, com novas características que o tempo lhe dá.

    “É uma herança que encerra idéias, pensamentos, usanças, sabedoria e espírito criador do povo, devendo ser preservada “de modo que às gerações atuais lhes dêem seus traços, ou o impregnem de sua própria criação”. (M. Diegues Júnior – 1976:9).

    O reconhecimento do Folclore, como ciência e das manifestações folclórica como expressão da cultura espontânea de um povo, de sua maneira de pensar, sentir e agir, sem influências eruditas, tem incentivado no país, estudos, pesquisas, divulgação e movimentos culturais que visam interpretar essas manifestações, conhecer os traços da cultura material e espiritual do povo brasileiro, e conservar aquilo que é autenticamente nosso.

“O processo de colonização do Vale do Paraíba so Sul iniciando nos primórdios do século XVIII, foi-se acentuando à medida que se tornava mais freqüente a busca de pedras e metais preciosos, além das expedições organizadas com o objetivo de aprisionar e escravizar os indígenas, primitivos habitantes da região.

    Em 1636, surge o primeiro núcleo povoado, denominado Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, e pouco depois as Vilas de Santo Antonio de Guaratinguetá e Nossa Senhora da Conceição de Jacareí, logo seguidas de muitas outras.

    Sem dúvida, o surgimento das vilas no Vale do Paraíba também foi motivado pela necessidade de criar pontos de abastecimento para viajantes e aventureiros que partiam de São Paulo, ou Rio de Janeiro, em busca do ouro. dessa forma, as vilas do vale do Paraíba se tornaram uma espécie de retaguarda econômica das áreas mineradoras do centro e do oeste brasileiro. Algum tempo depois da decadência do “ciclo do ouro” em Minas Gerais, no final do século XVIII, o plantio do café atinge o Vale do Paraíba. No decorrer do século XIX, esse produto transforma profundamente toda a região, em seus aspectos políticos, sociais e econômicos. A riqueza gerada pelo café, o “ouro negro”, como também era conhecido, possibilitou o surgimento da aristocracia rural – vale – paraibana, que tinha seu expoente na figura dos Barões do café, homens influentes e poderosos, que acumularam fortunas com o “maior fenômeno agrícola do século”.

    Nesse período, o Vale do Paraíba recebeu um contingente de escravos africanos jamais vistos em sua história. O trabalho escravo nas fazendas de café foi vital para essa cultura, que encontrou no solo vale-paraibano as condições propicia ao seu cultivo.

Cida Lemos

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